A palavra “Sacrifício” tem diversas conotações. Dentre elas estão palavras que exprimem a privação dos próprios interesses, a renúncia, a provocação do próprio sofrimento em prol de algo, o ato de abnegar, entre outras.

Você já se sacrificou por alguma causa? Sacrifícios têm sempre dois lados que podem ser interpretados de modo diferente, dependendo de quem o vê: o lado da tolice e o lado da nobreza.

O sacrifício tolo é aquele que julgamos como desnecessário, que nada influenciará e, em caso de ser em prol de alguém, tal destinatário não é digno de tamanho ato.

Já o sacrifício nobre é aquele que julgamos como realizado por um bem maior (bem esse muitas vezes secreto), assumir os riscos de um grande sofrimento e perdas por aquilo que se julga como o mais correto a se fazer.

Assim como tudo o que criamos, tentamos explicar e mantemos, a definição do tipo de um determinado sacrifício, seja nobre ou tolo, se dá pela interpretação de quem o faz e quem o vê. O relativismo sempre estará presente nesse sentido.

O que, para um homem-bomba, é classificada como uma atitude nobre e justificável sacrificar sua própria vida, matando dezenas de pessoas em prol do seu ideal religioso; para outros é uma atitude desnecessária, bárbara, tola e sem sentido.

Aquele que mente para um amor, um familiar ou um amigo, visando um bem futuro maior (seja ele qual for), carregando todo o fardo da manta do sacrifício nobre, pode não passar de um mentiroso, canalha e idiota para no ponto de vista de outras pessoas.

Não há quem escape dos sacrifícios. Sacrifícios são corriqueiros. Para nos levantarmos para cumprir algum compromisso pela manhã, precisamos sacrificar nosso gostoso sono.

Para nos embriagarmos com álcool ou até mesmo tomarmos um refrigerante, sacrificaremos, em certo grau, nossa própria saúde.

Sair de casa muitas vezes pode ser uma decisão que nos faça abandonar uma certa zona de conforto financeira e/ou emocional.

Precisamos escolher caminhos o tempo todo, e isto implica em sacrifícios baseados em escolhas, deixar algo para trás, abdicar de saber o que realmente aconteceria no outro caminho, assumir riscos.

Logo, penso que devemos sempre olhar com mais zelo e carinho todos aqueles que possivelmente se sacrificam ou se sacrificaram por nós, e claro, avaliar nossas próprias motivações ao cometermos tais atos.

Anúncios