Esses dias me peguei pensando: babacas sempre existirão. Existirão sempre babacas.

Imagino que, se tivermos o mínimo de sensibilidade para sentirmos o que a vida nos oferece e as lições que ela nos vem trazer diariamente, podemos perceber que os babacas são parte natural desse pacote.

Sabe aquelas pessoas tolas?! Aquelas realmente tolas?! Aquelas que não sabem os limites do bom senso de convivência?! Que pedem desculpas vagas?! Ou que só tentam ridicularizar o próximo estando em bando?! Aqueles que não reconhecem os próprios limites e erros?! Pois bem, eles sempre existirão.

“O doce nunca é tão doce sem o amargo.”, como já diria o personagem Brian, de Vanilla Sky. Assim como nossas quedas quando crianças são úteis para que conheçamos nosso corpo e dominemos melhor o equilíbrio; Assim como para que o frio exista, se faz necessário que o calor esteja ausente; Assim como a altura precisa do referencial de um chão para existir; Assim como muitas vezes é preciso perder para valorizar; E tantos outros “assim como”, a presença de babacas nas nossas vidas se faz totalmente necessária para que possamos aprender, sobretudo, como não devemos ser, a exercitar a paciência e tolerância com o próximo.

Sim, eles são praticamente insuportáveis e estão em todos os lugares. Quanto mais próximos, mais nos incomodamos. Babacas são uma realidade e não podemos escapar deles.

E, pensando bem, sob algum ponto de vista, será que nós mesmos não já fomos os babacas da história, mesmo que não tenhamos percebido?

O historiador Leandro Karnal já mencionou em uma de suas palestras que, se nos irritamos com o que o outro diz ou faz, então nossa felicidade pertence a este alguém. A propósito, por que será que nos irritamos tanto com aqueles que não têm pudores sobre nossos limites de aceitação?

O silêncio pode ser a arma mais letal contra a imbecilidade alheia, mas se não temos maturidade para dominá-lo, nos sufocamos e podemos adoecer por isso. Ignorar a ignorância pode ser o melhor o caminho, porém não o mais fácil.

E, pensando bem, sob algum ponto de vista, será que nós mesmos não já fomos os babacas da história, mesmo que não tenhamos percebido? E se temos o mínimo de capacidade de reflexão inter e intrapessoal, será que os que classificamos como babacas também não terão um dia? De todo modo, acho bom termos boa fé nisso, pois sem fé na melhoria nossa e do próximo, a humanidade estará perdida, mais do que já está.

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