Carregamos em nós sementes prontas para germinar sentimentos como a raiva, o medo, o impulso, a coragem, a alegria, a angústia, a solidão, a completude, o vigor, a tristeza, a paixão e, é claro, o ciúme. Isto não parece ser uma novidade, não é mesmo?

Sentir ciúmes significa desejar imediatamente de volta para si algo que você acha que lhe pertence quando este não está em sua “posse”.

Não são necessárias muitas palavras para saber que o ciúme só nos corrói por dentro, mas há quem diga que uma pitada dele faz até bem para um relacionamento. Será?  Será que trazer à tona um pouco de ciúme é tão benéfico assim para o bem estar geral da relação?

Bem, o ciúme faz parte da gama de sentimentos que permeia nossas vidas e estamos sempre sujeitos a senti-lo à medida que alimentamos algo chamado apego. No entanto, assim como outros sentimentos considerados “ruins”, o ciúme dentro de nós pode crescer como uma erva daninha. Pode ser que quando se refiram ao ciúme como algo necessário e bom, talvez pensem — mesmo que inconscientemente — em benefícios apenas para o eros: o amor cego e apaixonado, fortemente ardente para com o físico. Mas pergunto: e o além-eros? Será que ele suporta tal sentimento?

Ciúmes causam dor. Caso o que se sinta não doa ou incomode, certamente não se trata de ciúmes. Tal sentimento machuca e arde sobre ideias de posse e retomada de controle.

Certamente o ciúme é um sentimento que faz parte da farinha do saco-dos-maus-sentimentos que carregamos nas costas durante a vida. Vez ou outra precisamos pôr a mão lá dentro. É inevitável. Apenas desejo que a mão de cada um de nós possa ser limpa o mais rápido possível quando ela é encoberta com o pó de sentimentos tão ruins, para que ele não se espalhe no ar.

Me parece que onde quer que esteja presente o ciúme, se ausenta a confiança, mesmo que seja em si próprio(a).

E você? Tem deixado o ciúme crescer dentro de você?

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