Querido(a), por favor… olhos abertos para o que estão fazendo conosco.

É óbvio que, quando um sistema funciona bem, os gestores farão de tudo para mantê-lo estável. É assim que é, e é até lógico. Você também faz isso o tempo todo com seus próprios sistemas e talvez nem note. Se notar, ótimo. Porém, quanto mais complexo um sistema, mais difícil é administrar cada detalhe do seu funcionamento. A saída, para casos de aumento de complexidade, é fazer com que ele se estabilize sozinho implantando os recursos certos, na hora certa. E é aí onde entramos.

Música, casamento, opções, filhos, segurança, emprego, estilo de vida, ambições, julgamento, informação, crença… Preste atenção com o que estão fazendo conosco, querida(o)! Nós somos as peças. Estamos no meio de uma tempestade estranha que poderia ser batizada de Huxley-Orwell, e ela é forte. Muito forte. Mas não se acanhe. Nessa geração é difícil fugir dela. Talvez impossível. Talvez impossível… mas só peço que você a enxergue, e já terá realizado um enorme feito.

Cuidado com o comum. O normal. Não o abomine, mas… cuidado. Por você, por mim e por todos.

O sistema vai te propor correntes sutis que serão até macias e deslizarão suavemente sobre tua pele. E você aceitará que ele as envolva em teu corpo. Isto é o pior. Você aceitará as correntes, e você saberá que são correntes; e isto será quase irresistível. Talvez por todos estarem fazendo o mesmo. Talvez por desespero. E é dedutível que elas te apertarão, tirando-te aos poucos o ar e a vitalidade. A princípio talvez até pareça algo inofensivo, mas quando você se der conta do perigo que corre, talvez te farão conformar de que não há mais jeito; de que é melhor se deixar sufocar e viver o tempo que resta da maneira que você acredita ser imutável. Os que dela tentam se libertar, precisam pagar o preço da mudança de paradigma.

Por isso lhe digo: se está em transe, acorde! Nada é bonito — ou importa — se um coração saudável não se agrada com sinceridade. Por favor, não se renda, e… olhos abertos para o que estão fazendo conosco. Seus sentidos captam todos os dias resquícios explícitos do que me refiro, mas talvez a neblina de ópio gerada pelo Huxley-Orwell prejudique um pouco essa percepção.

O padrão é perigoso. Não há nada de errado com as experiências, mas com o jeito que tentam te prender nelas, sim, há algo muito errado.

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